Tratamento - Tumor Renal

Câncer de Rim

O câncer de rim tem apresentado um aumento na incidência ao longo das últimas décadas. Os tumores renais representam 2-3% de todas as neoplasias malignas, e é mais frequente em homens na faixa etária de 50-70 anos.

A tumor renal pode ser causado por síndromes hereditárias (Von Hippel-Lindau e carcinoma renal hereditário) ou pode ser esporádico, que acontece ocasionalmente. O tabagismo é o principal fator de risco e aumenta em 2-3x a chance de desenvolvimento desses tumores. Outros fatores de risco associados ao seu surgimento são: Obesidade, exposição ao cádmio, a derivados da gasolina e ao chumbo.

A maioria dos tumores renais são diagnosticados incidentalmente (60-70%), durante a realização de algum exame de imagem (ecografia ou tomografia do abdome), sem a presença de nenhum sintoma, o que acaba proporcionando uma maior chance de cura ao paciente. Os sinais e sintomas mais comuns, quando presentes são: hematúria, dor lombar (nas costas) e massa abdominal palpável.

Tratamento

O tratamento curativo do câncer de rim é eminentemente cirúrgico, podendo ser tratado por técnicas de ablação percutânea em casos muito selecionados.
A ressecção cirúrgica (nefrectomia) pode ser parcial (nefrectomia parcial), que remove apenas o tumor preservando a parte do rim sem comprometimento, ou total (nefrectomia radical), que remove todo o rim acometido pelo tumor, gordura peri-renal e gânglios retroperitoniais. O que determina a cirurgia a ser realizada são as características e dimensões de cada tumor.
A Cirurgia pode ser feita pelo método tradicional: aberto, com corte e uma grande incisão, ou por videolaparoscopia.

cancer-renal-2A nefrectomia radical laparoscópica garante ao paciente os mesmos resultados da cirurgia convencional com a vantagem de ter uma menor morbidade cirúrgica. A nefrectomia radical aberta tradicional requer a realização de uma incisão de aproximadamente 20 cm na região do flanco. Infelizmente esta incisão resulta na divisão e ruptura das fibras de 3 grupos musculares da região lombar, sendo por vezes também necessária a remoção da última costela. Tudo isto somado resulta em uma dor pós-operatória significante que demanda uma quantidade maior de analgesia pós-operatória.

Ao contrário, o procedimento laparoscópico, são realizados através de 3 a 4 incisões variando de 0,5 – 1,0 cm, pelas quais são inseridas uma ótica acoplada a uma câmera digital e as pinças de trabalho para realização da cirurgia. Isto diminui a dor pós-operatória e permite um retorno mais rápido dos pacientes as suas atividades diárias.
Um outra vantagem da via laparoscópica é um melhor resultado estético, já que a peça cirúrgica geralmente é removida através de uma incisão de Pfannenstiel (a mesma utilizada para realização de cesarianas) não ficando à mostra mesmo quando o paciente encontra-se em trajes de banho.

A nefrectomia radical laparoscópica é atualmente o padrão ouro (1ª escolha) para o tratamento radical de neoplasias renais em todo o mundo. Além de proporcionar melhores resultados estéticos e uma recuperação pós-operatória mais rápida, o procedimento laparoscópico implica em um menor sangramento intraoperatório e resultados oncológico equivalentes ao da cirurgia aberta tradicional. Melhor resultado estético alcançado pela cirurgia laparoscópica (pequenas incisões) quando comparado a cirurgia aberta (lombotomia) tradicional.